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Nova linha de crédito para empresas do setor imobiliário

Você já sabe sobre a nova linha de crédito para as empresas do setor imobiliário no Brasil? Entenda como isso pode te ajudar.

 

Há uma forte intenção do governo federal para que a construção civil cresça no Brasil. Um indicativo importante foi a redução nas taxas do crédito imobiliário para Pessoa Jurídica (PJ) pela Caixa Econômica Federal, a partir de fevereiro.

 

A linha de crédito no setor não é à toa. A construção civil movimenta a economia em cadeia, gerando empregos, renda e fazendo o dinheiro girar em vários setores.

 

O contingente de trabalhadores recrutados para tal tarefa também é considerável. Portanto, criar possibilidades de que as construtoras captem recursos com taxas mais atrativas é uma forma de incentivar a economia como um todo.

 

Obviamente, não é possível tomar essa atitude sem que haja demanda por imóveis. E justamente essa estava sendo a sinalização do mercado: a volta do crescimento da demanda por imóveis depois de anos de baixa no setor.

 

O ano de 2019 marcou a redução bastante significativa dos estoques de imóveis. Com a baixa dos juros, o controle dos números da inflação e a relativa estabilidade econômica no Brasil, a demanda foi retomada.

 

Investimentos em renda fixa deixaram de ser atraentes em função das sucessivas baixas da taxa Selic. Portanto, a compra de imóveis voltou a ser uma possibilidade de investimento.

 

Outro ponto importante foram as projeções da economia do país. Com um cenário mais estável, as famílias voltaram a cogitar ter essa despesa mensal a mais por um longo prazo (um financiamento imobiliário) para conseguir adquirir um imóvel.

 

Histórico de dificuldades

 

As empresas no setor da construção civil vinham diminuindo o ritmo por fatores externos, da economia desde, pelo menos, 2013. 

 

A área que era responsável pela criação do maior número de empregos no país passou, ano a ano, a ter números ruins nesse quesito.

 

E, diferente de outros setores, que se transformam e passam a precisar de menos mão-de-obra humana, a construção civil realmente não estava contratando. O país passou por uma fase de estagnação de novos lançamentos, o que acarretou uma redução intensa nas contratações.

 

Havia “estoque” de imóveis e nenhuma razão para lançar novos projetos. Os financiamentos para a construção estavam escassos e os juros eram pouco atrativos até então.

 

O ciclo de oferta alta e a demanda baixa fez com que o setor tivesse uma retração importante nos principais indicativos. Não havia motivação para a aquisição de imóveis. Os financiamentos estavam caros e os investimentos com pouquíssimo risco pagavam bons retornos.

 

Mudanças começaram em 2019

 

No auge da construção civil, o número de empregos chegou a 3,5 milhões, caindo 1,2 milhões em 2018.

 

Em 2019, as vagas de emprego voltaram a subir: o ano foi fechado com alta de quase 2% no setor. A expectativa para 2020 era muito positiva, com indicações de uma subida considerável no gráfico. 

 

Em fevereiro, a Caixa anunciou a redução nas taxas de crédito imobiliário para pessoas jurídicas. Com o intuito claro de fomentar o setor. 

 

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, citou, na época, que as medidas trariam mais acesso ao crédito voltado à produção imobiliária. “As consequências dessas medidas serão a retomada dos lançamentos de empreendimentos, a geração de emprego, renda e acesso à moradia”, ressaltou.

 

O ano de 2020, dessa forma, tinha um grande potencial para ter na construção civil a base sólida para o crescimento de empregos no Brasil.

 

A crise gerada com a disseminação da Covid-19, traz uma nuvem de incertezas para o setor. Há várias dúvidas sobre a retomada da economia, e no setor imobiliário não é diferente.

 

Se houver a manutenção das taxas de crédito imobiliário para Pessoa Jurídica pela Caixa, e, sobretudo, um incentivo às construtoras, é possível que o baque seja menor no setor.

 

Por enquanto, é difícil prever como o mercado irá reagir. Há muito o mundo não vivia uma pandemia que assustasse tanto. E que mexesse tanto com o cotidiano das pessoas, com seus trabalhos e com tal diminuição de geração de renda.

 

É provável que tudo isso tenha reflexos importantes no setor da construção civil. Esperamos que com criatividade e a manutenção dos incentivos, o setor possa dar sua contribuição.

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