Follow us

homem do setor imobiliário caminhando com mala na mão

A empregabilidade no setor imobiliário

Se há um setor que faz a economia girar e alavanca substancialmente as vagas de emprego, esse é o setor imobiliário. A empregabilidade acontece em várias etapas do processo da construção civil: projeto, construção e vendas, por exemplo.

 

Além da construção de imóveis comerciais e residenciais – que são os que comumente lembramos com mais facilidade – há também obras gigantescas e que envolvem um contingente de trabalhadores muito grande: as de infraestrutura.

 

Em 2019 a geração de empregos no setor da construção civil voltou a crescer. Foi a maior geração de vagas dos últimos seis anos, com 71 mil empregos criados, o equivalente a mais de 10% do total da geração de vagas no país.

 

Como já falamos em outro texto, “A retomada do emprego no país” a construção civil é um indicador importante para mostrar que o crescimento das vagas de emprego pode ser significativo.

 

Isso porque a construção civil demonstra a retomada da circulação de dinheiro no sistema. Quando há demanda pela aquisição de imóveis significa que um parcela das pessoas está conseguindo fazer reserva e pensar em projetos maiores. Afinal, um imóvel é um bem relativamente caro.

 

Ao mesmo tempo, mais um movimento importante acontece na outra ponta. Trabalhadores precisam ser contratados para o projeto, para a construção e para a comercialização dos imóveis. 

 

O maior percentual de empregos ofertados é voltado a pessoas de classes sociais mais baixas – pedreiros, mestres de obras, ajudantes, armadores, carpinteiros, etc.

 

E, com renda mensal, esses trabalhadores acabam consumindo mais e gerando, indiretamente, novas oportunidades de emprego, agora, em outros setores – no comércio, supermercados, serviços, etc.

 

Quando a construção civil está em alta, significa que toda uma cadeia é retomada. É um ciclo, no qual uma engrenagem faz a outra funcionar, impulsionando o setor imobiliário.

 

O que faz o setor imobiliário crescer?

 

Então, afinal, o que faz o setor imobiliário evoluir seus números, e, consequentemente, faz a empregabilidade aumentar? Assim como outras questões econômicas, essa questão não remete a uma só resposta.

 

O primeiro ponto é macroeconômico: a baixa dos juros. A taxa básica, no Brasil, é a taxa Selic. Ela compõe e influencia diretamente no crédito imobiliário. A tendência é de que, quanto mais baixa a Selic, mais atrativas ficam as linhas de crédito, com juros mais acessíveis.

 

A taxa Selic anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em 18 de março de 2020, é a mais baixa da série histórica – que iniciou em 1996. Ela fica em 3,75%, pelo menos até a próxima reunião do comitê.

 

A diferença pode ser pequena nos percentuais de juros de crédito imobiliário. Porém, o impacto é bastante importante.

 

Segundo um estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), a cada ponto percentual de queda dos juros imobiliários, mais 2,8 milhões de famílias passam a poder ter acesso ao crédito. 

 

Outro ponto importante é a própria geração de empregos. Como falamos acima, é um ciclo, que bem simplificadamente funciona assim: mais empregos geram mais dinheiro, que gera mais demanda por imóveis e, por fim, gera mais empregos novamente.

 

Quando o setor imobiliário cresce é sinal de que os empregos já aumentaram. Mas também é sinal de que novas vagas, em breve, estarão à disposição de outros trabalhadores.

 

O terceiro aspecto é intangível: a confiança do consumidor. Sem a mínima previsibilidade a respeito do futuro econômico, é improvável que qualquer pessoa pense na compra de um imóvel.

 

Perspectivas para o Setor Imobiliário

  

As perspectivas eram muito boas para 2020 – com novas linhas de crédito para construtoras, por exemplo. O indicativo era bastante claro: uma linha de crescimento que seguiria subindo, na sequência de 2019.

 

Esse cenário estava bastante contundente. A confiança na economia ganhava força, com a aprovação da reforma da Previdência. Além das perspectivas de outras serem aprovadas em seguida.

 

Entretanto, infelizmente, com a pandemia do novo Coronavírus no mundo inteiro – intensificado no Brasil a partir de março -, o setor está muito incerto.

 

Aliás, toda a economia, não só a nacional, mas também a economia mundial, está em um ambiente de insegurança. O próprio Presidente da República, Jair Bolsonaro, prefere abordar o tema somente após o pico da pandemia acontecer.

 

O momento é de enfrentamento à pandemia. Depois, será possível verificar em que patamar se está e como será possível finalizar as obras já iniciadas. Somente mais tarde será razoável verificar o contexto para novos investimentos no setor.
Vamos conversar sobre a empregabilidade no setor imobiliário e na construção civil e as perspectivas econômicas? Esse tipo de troca de ideias contribui para surgirem boas ideias – em meio às oportunidades e em meio às crises.

Tags: , ,

deixe um comentario

Seu e-mail não será publicado.